O diretor-executivo da maior rede hospitalar pública dos Estados Unidos admitiu a possibilidade de substituir parte do trabalho dos radiologistas por sistemas de Inteligência Artificial (IA), defendendo que a tecnologia já é capaz de interpretar exames em vários contextos.
Mitchell H. Katz, responsável pelo NYC Health + Hospitals, afirmou que a organização já utiliza IA na análise de imagens médicas, como mamografias e radiografias, e considerou que, caso existam menos restrições regulamentares, a substituição parcial de profissionais poderia avançar. O objetivo passaria por reduzir custos e aumentar o acesso a exames, deixando aos médicos a validação de casos mais complexos.
Outros responsáveis hospitalares partilham desta visão, apontando resultados positivos na utilização de IA em rastreios, nomeadamente no cancro da mama, com taxas de erro reduzidas em casos de baixo risco. Também defendem que uma maior autonomia da tecnologia poderia ajudar unidades de saúde com dificuldades financeiras.
No entanto, a proposta tem gerado forte contestação entre radiologistas. Especialistas alertam que a utilização de IA sem supervisão humana pode comprometer a segurança dos doentes, sublinhando que os sistemas atuais ainda não garantem fiabilidade suficiente para decisões clínicas autónomas.
O debate reflete uma crescente divisão no setor da saúde, entre o potencial da IA para transformar a imagiologia médica e os riscos associados à sua implementação sem controlo adequado.