EUA: Mercados recuperam após perdas históricas, mas incerteza persiste devido às tarifas

Os mercados financeiros registaram uma forte recuperação esta terça-feira, após as quedas acentuadas verificadas na semana passada e no início desta semana, provocadas pela escalada da guerra comercial entre os Estados Unidos e os seus principais parceiros. Em Nova Iorque, o índice S&P 500 subiu 3,9% logo após a abertura, enquanto o Dow Jones avançou 3,8% e o Nasdaq registou um ganho superior a 4%.

Apesar do alívio temporário, vários analistas alertam para a possibilidade de nova volatilidade nos próximos dias, devido à persistente incerteza em torno das tarifas alfandegárias impostas pelo presidente Donald Trump.

A sessão foi particularmente positiva para empresas como a Levi Strauss, cujas ações dispararam mais de 10% após a divulgação de resultados acima do esperado e uma previsão optimista para 2025, mesmo em contexto de tensões comerciais.
A CVS Health também registou uma valorização de 8%, na sequência da nomeação de um novo diretor financeiro.

O setor da saúde também beneficiou de desenvolvimentos positivos.
As ações de seguradoras como a Humana, United Health e Elevance valorizaram significativamente, após os Centros para os Serviços Medicare e Medicaid anunciarem um aumento de 5,06% nos pagamentos para o próximo ano.
A Humana, com uma capitalização de mercado superior a 30 mil milhões de dólares, viu os seus títulos subirem quase 15%.

Entretanto, a atenção dos investidores está agora voltada para os próximos indicadores económicos e para o arranque da época de resultados empresariais.

A Delta Air Lines apresentará o seu relatório esta quarta-feira, enquanto os principais bancos norte-americanos divulgarão os seus resultados na sexta-feira.
Os analistas estarão atentos às projeções das empresas face às crescentes tensões comerciais e ao impacto das tarifas.

Na quinta-feira, serão conhecidos os dados mais recentes sobre a inflação nos EUA, que poderão influenciar a próxima decisão da Reserva Federal em matéria de taxas de juro.

Vários economistas alertam para um aumento do risco de recessão, o que poderá levar o banco central norte-americano a considerar cortes nas taxas para impulsionar a economia.

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