A possibilidade de Donald Trump regressar à Casa Branca e avançar com novas tarifas alfandegárias está a gerar preocupação em Brasília e Pequim. De acordo com a revista Crusoé, Brasil e China figuram entre os países que mais poderão ser afetados por um reforço das medidas protecionistas norte-americanas.
A China poderá enfrentar novas pressões sobre a sua indústria exportadora, enquanto o Brasil arrisca impactos relevantes devido à forte dependência das exportações de commodities agrícolas e minerais, num contexto de maior instabilidade no comércio global.
Ainda assim, o cenário poderá incentivar um reforço da cooperação bilateral. Ambos defendem um sistema multilateral baseado em regras e poderão intensificar a articulação em fóruns como a Organização Mundial do Comércio e o BRICS. A China, principal parceiro comercial do Brasil, poderá reforçar a absorção de exportações brasileiras e ampliar investimentos estratégicos.
Num ambiente internacional mais volátil, a parceria sino-brasileira surge, assim, como um possível eixo de estabilidade e aprofundamento da cooperação Sul-Sul.