A Universidade Harvard, uma das instituições académicas mais prestigiadas do mundo, voltou a ser o alvo favorito do governo de Donald Trump, que proibiu a matricula de novos estudantes estrangeiros e que dispensou os atuais alunos dos diversos cursos de licenciatura e doutoramento da instituição.
No que parece ser uma guerra contra talentos e inteligência, o governo Trump já ameaçou Harvard com a retirada de US$ 2 bilhões caso não forneça ao serviço de imigração os dados pessoais de estudantes e professores estrangeiros, especialmente aqueles que participam de protestos contra o atual presidente.
A medida, que deve ter “efeitos imediatos”, afeta os 6.000 estudantes estrangeiros já matriculados em Harvard. No site oficial da universidade, pode-se ler que “nos últimos 75 anos, o governo federal tem colaborado com instituições académicas, impulsionando descobertas que transformaram a medicina, salvaram vidas e posicionaram os Estados Unidos como líder científico global”.
Estudantes de cerca de 80 países sentem ameaçada a sua presença na prestigiosa universidade de Harvard, já que o governo Trump está a restringir os requisitos de visto que tornam as suas estadias no país possíveis. Nem mesmo, um presidente conservador como Richard Nixon ousou fazer uma mudança tão abrupta.
Os estudantes internacionais afetados pela medida não só a consideram injusta e desproporcional, como também se sentem chocados com o impacto devastador na continuidade dos seus estudos e a violação da liberdade académica e da independência que uma universidade como Harvard deveria desfrutar.