Os Estados Unidos anunciaram a proibição da comercialização de novos drones fabricados no estrangeiro, uma decisão que afeta sobretudo equipamentos produzidos na China, incluindo os da DJI, líder mundial do setor. A medida foi comunicada pela Comissão Federal das Comunicações (FCC), que invoca riscos para a segurança nacional.
A decisão surge após o Congresso ter aprovado uma lei de defesa que levantou preocupações sobre drones de fabrico chinês, atualmente dominantes no mercado norte-americano e amplamente utilizados em áreas como a agricultura, forças de segurança e produção audiovisual. Uma revisão governamental concluiu que drones e componentes críticos produzidos fora dos EUA representam riscos considerados inaceitáveis.
A FCC admite exceções caso o Departamento da Defesa ou o Departamento de Segurança Interna considerem que determinados equipamentos não constituem ameaça. A proximidade de grandes eventos internacionais, como o Mundial de 2026 e os Jogos Olímpicos de 2028, foi também apontada como fator de preocupação.
A decisão foi saudada por associações do setor, que defendem o reforço do fabrico nacional e a redução da dependência da China. A DJI manifestou desapontamento e rejeitou as acusações relacionadas com a segurança dos dados, enquanto utilizadores profissionais alertam para impactos negativos nas suas atividades.