EUA: Rede elétrica sob pressão com a IA — desligar centros de dados pode ser a solução

O rápido crescimento da inteligência artificial e da computação em nuvem está a levar a rede elétrica dos EUA ao limite. Segundo o Wall Street Journal, os centros de dados — cerca de um terço do total mundial — já consomem 4% da eletricidade do país, podendo chegar aos 12% até 2028.

A expansão da rede não acompanha o ritmo de construção destas infraestruturas, aumentando o risco de falhas e apagões em períodos de pico. Para evitar um colapso, operadores energéticos propõem que os centros de dados sejam desligados temporariamente da rede em momentos críticos, recorrendo a fontes próprias de energia.

A ideia já ganhou forma em regiões como o Texas, onde existe um “interruptor de emergência” para grandes consumidores. As tecnológicas contestam a medida, alegando discriminação e impacto ambiental, mas os operadores defendem que a estabilidade da rede tem de ser prioritária.

Uma solução intermédia começa a ganhar força: acesso mais rápido à rede em troca de maior flexibilidade, incluindo aceitar cortes pontuais e investir em autossuficiência energética. Estudos indicam que este modelo pode antecipar em vários anos a ligação de novos centros de dados, tornando-se a opção mais viável a curto prazo.

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