EUA: Saída de convenções climáticas é “profundamente lamentável”, dizem ambientalistas

A associação ambientalista Zero classificou como “profundamente lamentável e dramática para o mundo” a decisão dos Estados Unidos de se retirarem de 66 organizações internacionais, convenções e tratados, incluindo a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCCC) e o Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC).

O presidente da Zero, Francisco Ferreira, afirmou que a medida de Donald Trump representa “um ato de desresponsabilização condenável”, com impactos sobretudo para quem tem menos recursos para enfrentar os efeitos das alterações climáticas. Segundo Ferreira, a decisão surge num momento crítico, em que o mundo enfrenta três crises globais: alterações climáticas, perda de biodiversidade e sobreexploração de recursos naturais, além de ameaças à paz e ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030.

Também o comissário europeu para a Ação Climática, Wopke Hoekstra, lamentou a saída dos EUA da UNFCCC, destacando que o tratado é fundamental para coordenar esforços internacionais de redução de emissões, adaptação às mudanças climáticas e monitorização global.

A UNFCCC, firmada em 1992 por 198 países, serve de base ao Acordo de Paris e apoia financeiramente ações climáticas em países em desenvolvimento. O IPCC, criado em 1988, é a principal autoridade científica global sobre alterações climáticas e orienta políticas climáticas em todo o mundo.

Trump, que considera as alterações climáticas uma “farsa”, tinha já retirado os EUA do Acordo de Paris após regressar à presidência.

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