Os seguros de vida de colocação privada, conhecidos como PPLI, estão a ganhar espaço entre os norte-americanos mais ricos como forma de concentrar investimentos e beneficiar do tratamento fiscal atribuído a este tipo de produto.
Estas apólices permitem aplicar grandes quantias em fundos, crédito privado, imobiliário e outros ativos. Como os investimentos ficam juridicamente associados à seguradora, os ganhos acumulados dentro da apólice não são, em regra, tributados anualmente ao titular. É também possível obter liquidez através de empréstimos garantidos pelo valor do seguro.
No final de 2025, os cinco maiores fornecedores de PPLI administravam mais de 44 mil milhões de dólares. Uma investigação do Comité de Finanças do Senado levantou, contudo, dúvidas sobre a transparência do setor, uma vez que estes contratos não são identificados de forma específica nas declarações fiscais.
O senador democrata Ron Wyden apresentou uma proposta para retirar aos PPLI algumas das atuais vantagens fiscais e obrigar as seguradoras a fornecer mais informações às autoridades tributárias. A iniciativa ainda não reuniu apoio suficiente no Congresso, enquanto o setor defende que as apólices devidamente estruturadas cumprem a legislação fiscal norte-americana.