Poucos dias após a cimeira com Vladimir Putin, o Presidente dos EUA, Donald Trump, assegurou ao homólogo ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, que Washington estará “envolvido” nas garantias de segurança à Ucrânia no quadro de um futuro acordo de paz. Trump não detalhou, porém, o que Kiev terá de conceder em contrapartida, deixando em aberto a possibilidade de presença norte-americana no terreno.
Na Casa Branca, ao lado de Zelenskyy e de sete líderes europeus, Trump destacou que “a Europa é a primeira linha de defesa”, mas que os EUA ajudarão a “tornar a situação muito segura”. Zelenskyy classificou o encontro como “uma conversa muito boa”, sublinhando que a segurança da Ucrânia depende de Washington e dos parceiros europeus.
Trump afirmou ainda que Putin teria aceite, em princípio, a ideia de garantias de segurança para Kiev. No entanto, Moscovo reagiu de imediato, rejeitando qualquer cenário que envolva tropas da NATO em solo ucraniano, alertando para uma “escalada incontrolável”.
O Presidente norte-americano voltou também a defender um encontro trilateral com Putin e Zelenskyy, no qual poderiam ser discutidas concessões territoriais baseadas nas atuais linhas de frente. Contudo, Kiev e os aliados europeus insistem primeiro num cessar-fogo, posição que contrasta com a estratégia mais recente de Trump, que prefere avançar diretamente para um acordo de paz.
Enquanto os líderes reuniam-se em Washington, a Rússia lançou novos ataques com drones contra cidades ucranianas, lembrando a urgência de negociações eficazes para travar a guerra.