Donald Trump usou a McDonald’s como símbolo da sua mensagem económica, elogiando a cadeia como “uma das empresas mais bem-sucedidas do mundo”, num momento em que os preços da carne continuam a pressionar as famílias norte-americanas.
Durante um discurso na McDonald’s Impact Summit, o Presidente agradeceu à marca por ter reduzido alguns preços, insistindo que o custo de vida está a baixar — apesar de os dados oficiais mostrarem o contrário. Em setembro, o preço médio da carne de vaca picada atingiu 6,32 dólares por libra, mais 13% do que no ano anterior.
O famoso Índice Big Mac da The Economist também ilustra a subida: o hambúrguer custa agora 6,01 dólares, acima dos 5,69 dólares de há um ano.
Trump, que recordou ter trabalhado “30 minutos na fritadeira da McDonald’s” na juventude, voltou a usar a marca como ponte para a classe trabalhadora e para reforçar a narrativa de que a sua Administração está a aliviar os custos para as famílias e a apoiar pequenas empresas.
O presidente também aproveitou para mencionar figuras como Sundar Pichai e Sergey Brin, afirmando que um sketch seu sobre McDonald’s teria batido recordes de visualizações na Google.
Apesar do discurso otimista, os índices oficiais mostram que a inflação continua a pesar. O Departamento de Estatísticas do Trabalho reportou um aumento de 0,3% no índice de preços em setembro, depois de 0,4% em agosto — sinal de que a pressão sobre produtos básicos, como carne e café, permanece elevada.