A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) foi oficialmente extinta esta semana, por ordem do presidente Donald Trump. A decisão marca o fim de mais de seis décadas de atuação humanitária, com os seus programas e funcionários remanescentes a serem absorvidos pelo Departamento de Estado.
Fundada em 1961 pelo presidente John F. Kennedy, a USAID tinha como missão combater a pobreza extrema, promover a democracia e responder a crises humanitárias. No entanto, a atual administração norte-americana considera que a agência tem demonstrado poucos resultados desde o fim da Guerra Fria.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que a organização criou “um complexo industrial de ONGs” e que o novo sistema será mais eficiente e focado nos interesses estratégicos dos EUA.
A extinção insere-se na política de contenção orçamental promovida pelo Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), liderado por Elon Musk, e foi concretizada com o encerramento das operações da agência até ao final de junho. A maioria dos 13 mil funcionários será dispensada, com apenas uma pequena parte a permanecer para concluir atividades pendentes.
A Casa Branca promete agora uma nova abordagem à ajuda externa, designada America First, que pretende reduzir a burocracia, dar mais poder aos diplomatas no terreno e privilegiar o comércio em detrimento da assistência humanitária.
Vários críticos da decisão alertam, no entanto, que a eliminação da USAID poderá fragilizar a resposta a crises globais e comprometer décadas de construção de redes internacionais de cooperação.