A administração do Presidente Donald Trump anunciou uma nova medida que poderá dificultar ainda mais o acesso a vistos para os Estados Unidos, ao exigir um depósito caução de 15 mil dólares (13.650 euros) a alguns requerentes. A iniciativa, revelada no Registo Federal esta terça-feira, entrará em vigor a 19 de agosto, em fase experimental por um período de um ano.
Segundo o Departamento de Estado, o montante será reembolsado apenas após o titular abandonar o país e o visto expirar, funcionando como uma garantia contra a ultrapassagem do prazo de permanência legal.
Ainda não foi divulgada a lista oficial de países visados, mas a medida deverá abranger nações com altas taxas de permanência irregular ou cujos sistemas de controlo migratório sejam considerados frágeis pelas autoridades norte-americanas. A caução aplicar-se-á a vistos de turismo e negócios.
Esta iniciativa insere-se numa série de políticas migratórias mais restritivas promovidas por Trump, especialmente dirigidas a cidadãos de países africanos.
Apenas dois dias antes, Washington suspendeu todos os vistos para o Burundi, alegando incumprimentos repetidos das regras de residência.
A medida surge numa altura em que os EUA se preparam para acolher grandes eventos desportivos, como o Campeonato do Mundo de Futebol em 2026 e os Jogos Olímpicos de São Francisco em 2028, levantando preocupações sobre possíveis entraves à participação de atletas, particularmente oriundos de África.
Atualmente, cerca de 40 países – maioritariamente europeus – beneficiam do Programa de Isenção de Vistos, que permite visitas de até 90 dias sem necessidade de visto.
Nenhum país africano faz parte da lista, sendo o Qatar o único do Médio Oriente incluído neste regime privilegiado.