Donald Trump aumentou para 50% os direitos aduaneiros sobre as importações de aço, alumínio e cobre, num esforço para recuperar a base industrial americana e reforçar o seu apoio político. A medida, que duplica as tarifas anteriores, afeta principalmente fornecedores como o Chile, o Canadá e a China, e pretende reduzir a dependência externa de matérias-primas estratégicas.
O presidente considera estes metais cruciais para a segurança e soberania económica dos EUA, defendendo que “sem aço, não há país”.
As tarifas foram justificadas como resposta à deslocalização de fábricas e à perda de empregos industriais, sobretudo nas regiões do chamado “Rust Belt”, que continua a ser vital na sua estratégia eleitoral.
No entanto, analistas alertam que os efeitos poderão ser contrários ao desejado.
Vários estudos indicam que tarifas semelhantes aplicadas durante o primeiro mandato de Trump não aumentaram a produção: entre 2017 e 2024, o aço caiu 1% e o alumínio 10%.
O aumento de custos poderá afetar negativamente setores como os veículos elétricos e as energias renováveis, cuja produção depende fortemente destes metais e já opera com margens reduzidas.
A decisão reflete a visão protecionista do movimento “Make America Great Again” e coloca os EUA num curso de maior tensão comercial, sobretudo com países aliados.