A Google confirmou que irá assinar o General-Purpose AI Code of Practice, o código de conduta criado pela União Europeia para regular modelos de inteligência artificial (IA) de uso geral. A decisão contrasta com a posição da Meta, que rejeitou subscrever o documento por considerá‑lo “exagerado”.
Em comunicado, Kent Walker, presidente de Assuntos Globais da Google, defendeu uma “implementação rápida e ampla” do código, argumentando que a IA pode acrescentar 1,4 biliões de euros à economia europeia até 2034.
No entanto, a empresa alertou para o risco de as regras “abrandarem o desenvolvimento e a implementação de IA” no continente, apontando como entraves potenciais a burocracia, exigências de transparência que podem expor segredos comerciais e divergências com a lei de direitos de autor.
A Meta, pelo contrário, anunciou na semana passada que não assinará o código, alegando que cria “incerteza jurídica” e vai “muito além” do escopo da AI Act — a lei europeia para a IA.
O novo código, que detalha as obrigações do AI Act para modelos de IA de uso geral e de “risco sistémico”, entra em vigor a 2 de agosto. Prevê medidas para garantir maior transparência, avaliação de riscos e mitigação de impactos, procurando equilibrar inovação com segurança e proteção dos utilizadores.