Google quer que a sua IA leia emails e ficheiros para personalizar pesquisas

A Google prepara-se para permitir que a sua inteligência artificial (IA) aceda aos conteúdos do Gmail e do Drive, com o objetivo de oferecer resultados de pesquisa e recomendações mais personalizados. A medida, porém, tem gerado preocupações entre especialistas em privacidade de dados.

Segundo o portal Bleeping Computer, a empresa planeia integrar estes serviços no chamado “Modo de IA”, que utiliza o sistema Gemini para fornecer respostas mais contextuais e conversacionais. O vice-presidente de produto do Google Search, Robby Stein, explicou que os utilizadores poderão ativar opcionalmente esta experiência personalizada através da área experimental Labs.

A Google argumenta que um maior acesso aos dados pessoais permitirá à IA compreender melhor os interesses e hábitos dos utilizadores, tornando-se “mais útil”. Contudo, críticos alertam que o verdadeiro objetivo poderá ser expandir a recolha de dados para alimentar modelos de linguagem e reforçar o negócio publicitário da empresa.

Ainda não há data definida para a implementação da funcionalidade, nem detalhes sobre os tipos de informação que serão processados. Especialistas defendem que a Google deve garantir transparência e controlo total ao utilizador, permitindo bloquear o acesso da IA a emails e documentos pessoais.

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