Após meses de queda nas vendas e desgaste de imagem, a Tesla quer reposicionar-se na Europa com uma nova aposta estratégica: tornar-se fornecedora de eletricidade. A empresa de Elon Musk apresentou um pedido formal ao regulador britânico Ofgem para obter licença que lhe permita abastecer casas e empresas em Inglaterra, Escócia e País de Gales. O processo poderá prolongar-se por até nove meses, mas, se aprovado, a operação será lançada sob a marca Tesla Electric.
O foco inicial estará nos consumidores que já utilizam produtos da empresa, como veículos elétricos ou baterias residenciais Powerwall.
A licença solicitada abrange apenas o fornecimento de eletricidade, ficando excluídos contratos de duplo combustível. Esta expansão será conduzida pela Tesla Energy Ventures, responsável pelo negócio energético da marca na Europa desde 2016.
A estratégia surge num momento de retração das vendas, com o Reino Unido a registar apenas (987) unidades Tesla vendidas em julho, menos de metade das (2.462) registadas no mesmo mês do ano anterior.
A marca espera que a diversificação para o setor energético ajude a equilibrar os resultados e a reconquistar a confiança dos consumidores europeus.
Com experiência no fornecimento de energia nos Estados Unidos desde 2022, a Tesla oferece tarifas que permitem carregar automóveis a custos reduzidos e vender à rede a energia excedente proveniente de painéis solares ou baterias.
A entrada no mercado britânico poderá replicar este modelo, integrando mobilidade elétrica e produção de energia limpa.