UE rejeita acusações dos EUA sobre excesso de produção industrial

A Comissão Europeia rejeitou as acusações de práticas comerciais desleais feitas pelos Estados Unidos, depois de Washington ter lançado novas investigações ao abrigo da Secção 301 contra a União Europeia e outros parceiros comerciais.

Segundo Bruxelas, a UE não é responsável pelo excesso de capacidade industrial global e continua a operar como uma economia de mercado aberta e transparente. O porta-voz da Comissão, Olof Gill, afirmou que os principais desequilíbrios no comércio mundial são frequentemente associados à produção excedentária da China.

A iniciativa surge após a administração do presidente Donald Trump procurar novas bases legais para impor tarifas comerciais, depois de o Supremo Tribunal dos Estados Unidos ter considerado ilegais algumas taxas introduzidas em 2025. Washington já aplicou novas tarifas de 10%, além de direitos anteriormente em vigor.

Bruxelas alerta que estas medidas podem comprometer o acordo comercial UE-EUA alcançado no verão de 2025, conhecido como acordo de Turnberry. O comissário europeu do Comércio, Maroš Šefčovič, tem mantido contactos com responsáveis norte-americanos para garantir que os compromissos assumidos são respeitados.

A Comissão apela agora à estabilidade nas relações comerciais transatlânticas e admite responder de forma proporcional caso os EUA não cumpram o acordo.

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