A União Europeia rejeitou as recentes declarações de Donald Trump, que acusou os alimentos europeus de serem menos seguros do que os dos Estados Unidos.
Bernhard Url, diretor executivo da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), afirmou que as normas alimentares da UE estão entre as mais rigorosas do mundo e não devem ser alvo de negociações comerciais.
Url respondeu às críticas do ex-presidente norte-americano, que justificou tarifas sobre produtos agrícolas europeus alegando falta de segurança e inspeção.
O responsável europeu garantiu que os alimentos da UE são sujeitos a mais de cinco milhões de controlos anuais, assegurados por uma legislação exigente e por avaliações científicas independentes.
A segurança alimentar deverá ser um dos pontos críticos nas negociações comerciais entre a UE e os EUA, sobretudo devido a práticas permitidas no mercado americano, como o uso de hormonas de crescimento na carne de bovino ou a lavagem de frango com cloro, que não são autorizadas na Europa.
Url sublinhou ainda o sucesso europeu no controlo de surtos como a gripe aviária e a febre aftosa, destacando o papel preventivo das políticas alimentares da UE.
Em relação à crescente desinformação sobre novos alimentos, como insetos comestíveis ou carne cultivada, reforçou que nenhum consumidor é obrigado a consumi-los e que todos os produtos são devidamente rotulados e avaliados quanto à sua segurança.