Amnistia Internacional diz que repressão mantém-se na Venezuela

A Amnistia Internacional (AI) declarou que “a repressão continua sem parar” na Venezuela, mesmo um mês depois da “ação ilegal dos EUA” que levou ao afastamento do então Presidente venezuelano Nicolás Maduro do poder.

“A maquinaria de repressão não se deteve a 3 de janeiro (…) Os crimes contra a humanidade não terminaram com a destituição de Maduro (…) O destino e o paradeiro de muitas pessoas vítimas de desaparecimento forçado continuam por resolver. A máquina estatal responsável por esses crimes continua firmemente no lugar, agora apoiada pelo envolvimento das autoridades americanas”, partilhou a secretária da AI, Agnès Callamard, citada através de um comunicado divulgado nesta terça-feira, 03 de fevereiro.

É ainda mencionado no mesmo documento que a AI e outras investigações internacionais “documentaram a política sistemática de repressão, que inclui detenções arbitrárias, desaparecimentos forçados, execuções extrajudiciais, tortura e outros maus-tratos, dirigidos especialmente contra ativistas dos direitos humanos, opositores políticos, manifestantes, jornalistas e críticos, reais ou percebidos, do governo”.

No comunicado lê-se também que, durante os primeiros dias do Governo liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez, as forças de segurança e as agências de inteligência civil e militares “e os grupos armados pró-governo continuaram a deter pessoas, vigiar comunidades e intimidar suspeitos de apoiar o ataque [norte-americano] de 3 de janeiro”.

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