O presidente do Chile, Gabriel Boric, aceitou a renúncia do seu braço direito no gabinete governamental desde 2022. A saída de Carolina Tohá Morales do Ministério do Interior e Segurança dá um elemento adicional à corrida presidencial para as eleições no final do ano.
Carolina, filha de José Tohá, lendário funcionário da administração de Salvador Allende, confirmou que entrará na corrida presidencial, depois de participar nas primárias.
“Falei com o presidente e ele aceitou a minha demissão. Há muitas coisas a fazer, mas temos a certeza de que fizemos o trabalho. Sou uma mulher progressista e vamos lutar para formar um governo nacional”, comentou a ex-ministra.
Álvaro Elizalde, militante do Partido Socialista, ex-senador e que acaba de exercer o cargo de ministro da Secretaria da Presidência, assumirá a delicada tarefa de combater a forte onda de criminalidade que paira sobre os chilenos.
Deixando de lado as acusações que conferem ao seu governo o estatuto de “pato manco”, Boric assegurou que a principal virtude dos seus ministros é a fraternidade e o trabalho em equipa, segundo os mais altos responsáveis.