Controverso, impulsivo, histórico, três adjetivos que poderiam definir o ex-presidente do Chile, Sebastián Piñera (74), falecido esta terça-feira, 6 de fevereiro, ao comando do helicóptero que pilotava no Lago Ranco, zona a 920 quilómetros a sul da capital chilena, Santiago.
Engenheiro comercial com pós-graduação em economia por Harvard, Piñera foi o primeiro líder de centro-direita a derrotar “La Concertación”, a coligação de partidos que governou o Chile entre 1990 e 2010.
Lembrado pela sua passagem pelo Banco de Talca, Piñera tornou-se dono do banco, National Airlines, canais de TV, entre outros negócios, Piñera acumulou a quinta maior fortuna do Chile, com 2,9 bilhões de dólares segundo a revista Forbes e acusado algumas vezes de uso de informação privilegiada.
Após a divulgação da informação sobre a sua morte, pequenos grupos de jovens antissistema reuniram-se na Plaza Baquedano para “celebrar” o acontecimento, assim como aconteceu com a morte de Lucía Hiriart de Pinochet.
Segundo a Ministra do Interior chilena, Carolina Tohá, Piñera terá um funeral de Estado e será decretado luto nacional no país.