No domingo, 16 de novembro, o Chile realizará a primeira volta das eleições presidenciais e parlamentares, com uma forte tendência para opções conservadoras ou de direita entre o eleitorado, que deseja punir o governo progressista de Gabriel Boric nas urnas.
Oito candidatos disputam a liderança do Chile para o mandato de 2026-2030: duas mulheres (Evelyn Matthei e Jeanette Jara) e seis homens (José Antonio Kast, Johannes Kaiser, Franco Parisi, Harold Mayne-Nichols, Eduardo Artés e Marco Enríquez-Ominami).
O trio formado por José Antonio Kast (Partido Republicano), Evelyn Matthei (Chile Vamos) e Johannes Kaiser (Partido Nacional Libertário) lidera as pesquisas. A candidata do partido governista, Jeanette Jara (Partido Comunista do Chile), teria a opção de avançar para a segunda volta, mas enfrentaria sérias dificuldades numéricas para alcançar a maioria dos votos e, assim, repetir o feito de Michelle Bachelet na presidência do Chile.
Afligidos por uma crise de criminalidade e com dificuldades para sobreviver devido ao alto custo de vida, os chilenos tendem a apoiar candidatos que prometem segurança e uma postura de “tolerância zero” contra os criminosos de rua, além do retorno à era de ouro do crescimento económico.
Mais uma vez, assim como na última campanha eleitoral, a questão da “imigração ilegal” ocupa um lugar de destaque no discurso dos candidatos, que se torna cada vez mais agressivo, principalmente em relação à crescente comunidade venezuelana, tal como ocorre nos Estados Unidos.
Para além da eleição presidencial, haverá também uma renovação parcial tanto do Senado quanto da Câmara dos Deputados, esta última atualmente dominada pela oposição a Boric, que resiste à aprovação do orçamento nacional para 2026.