Colômbia: 32 mil deslocados provocam crise humanitária na fronteira com a Venezuela

Mais uma vez, a fronteira Colombia-Venezuelana faz soar alarmes com uma crise humanitária na região do Catatumbo, fruto dos confrontos militares do Exército de Libertação Nacional (ELN), que causaram 30 mortos e 32 mil deslocados para a região vizinha Venezuela.

A meio da sua viagem ao Haiti, o presidente da Colombia, Gustavo Petro, anunciou a suspensão das negociações de paz com aquela fação guerrilheira e deu a entender que o movimento dos “Elenos” em direção a Catatumbo foi “facilitado” pelas autoridades venezuelanas.

“A paz é a bandeira revolucionária porque é a bandeira da vida. Está declarado um estado de comoção interna e o Estado está em situação de emergência económica. Espero o vosso apoio do poder judicial”, escreveu Petro, na rede social X.

Diosdado Cabello, Ministro do Interior do regime chavista, está na região realizando “operações humanitárias” com a população deslocada em consequência da violência.

No meio da crise de legitimidade que atravessa Nicolás Maduro, a Colombia não reconhece o regime instalado no Palácio de Miraflores, dada a sua relutância em mostrar os registos correspondentes à vitória de Maduro.

Cuba e Venezuela prestaram os seus bons ofícios no passado para alcançar a paz na Colombia. Até à data, o ELN é o único movimento guerrilheiro que permanece contra a administração Petro.

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