Cuba atravessa atualmente uma das crises mais graves das últimas décadas, marcada por apagões generalizados, escassez de alimentos e combustível e crescente instabilidade social. Nos últimos dias, o país sofreu um colapso total do sistema elétrico, deixando milhões de pessoas sem energia, num cenário que evidencia a fragilidade da rede elétrica e a falta de recursos para manutenção e produção energética.
A crise energética está diretamente ligada à escassez de combustível, agravada pela interrupção do fornecimento de petróleo e por tensões com os Estados Unidos. O governo cubano acusa Washington de impor um bloqueio energético que está a “asfixiar” o país, enquanto o presidente Miguel Díaz-Canel promete resistência face a pressões externas e admite negociações com os EUA para aliviar a situação.
No plano interno, a deterioração das condições de vida tem provocado protestos em várias regiões. Manifestações recentes, motivadas por apagões prolongados e falta de bens essenciais, levaram a confrontos com as autoridades e detenções. Em alguns casos, edifícios do Partido Comunista foram vandalizados, refletindo o aumento do descontentamento popular.
A crise económica e social tem vindo a intensificar-se desde 2024, com inflação elevada, falhas nos serviços básicos e um aumento significativo do número de protestos. Especialistas alertam que, sem reformas estruturais e maior estabilidade no fornecimento de energia, o país poderá enfrentar um agravamento da situação humanitária, com impacto direto na população e na economia nacional