Mais de metade da população do Haiti, cerca de 5,7 milhões de pessoas, enfrenta uma situação emergencial de fome, agravada pela violência de gangues, deslocamentos forçados e o início da temporada de furacões no Atlântico. A grave crise humanitária foi denunciada pela diretora regional do Programa Mundial de Alimentos (PMA) para a América Latina e o Caribe, Lola Castro, após visita recente ao país.
Segundo Castro, mais de 1 milhão de haitianos foram obrigados a deixar suas casas devido à violência e à insegurança. Apesar da urgência, apenas 8% dos recursos solicitados no Plano de Resposta Humanitária — estimado em mais de US$ 908 milhões — foram efetivamente recebidos. O PMA alerta que precisa de pelo menos US$ 46,4 milhões nos próximos seis meses para manter as operações e enfrentar as causas da fome e da desnutrição.
Com os stocks de emergência praticamente vazios e uma temporada de furacões em curso, o risco de agravamento da crise é iminente. Lola Castro apelou à comunidade internacional para não abandonar o Haiti neste momento crítico.