No próximo domingo, 1 de junho, México testemunhará um facto inédito nos anais do poder judiciário mundial, por meio do voto popular, será renovado todo o sistema jurídicial daquele país, desde os tribunais de família até aos juízes.
“O sistema judicial era um foco de corrupção, onde criminosos eram soltos e havia favoritismos. Para além disso, durante o mandato do Presidente (Andrés Manuel) López Obrador, todas as leis aprovadas pelo poder executivo e legislativo foram anuladas pelo sistema judicial”, comentou a Presidente Claúdia Shienbaum.
Embora alguns juízes sejam eleitos por voto popular em países como os Estados Unidos e a Europa, nunca se viu um “novo começo” para o sistema judicial em nenhum outro lugar do mundo.
Enquanto a presidente Shienbaum e o seu partido Morena pedem aos cidadãos que apoiem massivamente esse processo, setores críticos da iniciativa de López Obrador a descrevem como uma tomada de todos os poderes pela classe dominante.
Em Ciudad Juárez, centro do tráfico de drogas, Sílvia Delgado, advogada do notório criminoso Joaquín “El Chapo” Guzmán, concorre à justiça. Teme-se de que a capital do mundo do crime tenha financiado advogados próximos a cartéis de drogas.