Rafael Tudades Bracho, genro do presidente eleito da Venezuela, Edmundo González Urrutia, foi condenado esta quarta-feira a 30 anos de prisão, a pena máxima prevista pela lei venezuelana, simplesmente pelo seu parentesco com o político, que atualmente vive exilado em Espanha.
Tudades Bracho, advogado de profissão, foi detido por homens mascarados em janeiro, enquanto levava os seus filhos à escola. Ficou desaparecido até que os seus raptores admitissem o cativeiro.
As acusações contra ele de terrorismo e conspiração, transformaram-no no bode expiatório da família González Urrutia.
Tanto o embaixador González Urrutia quanto ONGs venezuelanas pronunciaram-se sobre a total rejeição da sentença, considerando desproporcional e desrespeitosa, e que se junta à da médica Xiomara Orozco, cujo único crime foi exigir atendimento médico em uma mensagem de áudio do WhatsApp.
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa condenou a prisão do vigésimo segundo jornalista detido por fazer uma reportagem. José Serna havia escrito uma matéria sobre um buraco em uma das avenidas mais movimentadas de Cabimas, a 700 kms de Caracas.