A Frente Institucional Militar (FIM), uma organização venezuelana composta por oficiais reformados, declarou que a crise política no país vem de uma rutura da ordem constitucional. Para resolver o problema, sugeriu a criação de mecanismos para restaurar o Estado de Direito.
As observações foram feitas através de um comunicado, onde a FIM questiona a legitimidade da Presidente interina, Delcy Rodríguez, para desempenhar o cargo.
Neste sentido, é feito às autoridades o apelo de que demitam os dirigentes do Conselho Nacional Eleitoral e convoquem eleições presidenciais com garantias de participação de todos os setores, incluindo a diáspora venezuelana e os presos políticos.
“A rutura da ordem constitucional exige uma correção imediata, especialmente face à incapacidade factual e jurídica de quem pretende exercer um mandato ilícito”, conclui.
Ao citar a Constituição da Venezuela, a organização de ex-militares lembra que “a soberania reside de forma intransferível no povo”. A seu ver, a vontade popular foi violada a 10 de janeiro de 2025, altura em que a Assembleia Nacional, “omitindo a tomada de posse de quem foi eleito por maioria absoluta” nas eleições presidenciais de 28 de julho de 2024, empossou Nicolás Maduro para um novo mandato de seis anos.