Rafael Tudares Bracho, genro do presidente eleito da Venezuela, Edmundo González Urrutia, foi libertado na madrugada desta quinta-feira, 22 de janeiro, uma decisão que representa uma derrota para a tentativa de pressionar o líder político a renunciar.
“Tenho o prazer de informar que, após 380 dias de detenção injusta e arbitrária e tendo sofrido, por mais de um ano, uma situação desumana de desaparecimento forçado, meu marido, Rafael Tudares Bracho, retornou para casa esta manhã”, relatou a sua esposa, Mariana González de Tudares, que havia denunciado as tentativas de diversos setores de trocar a liberdade do seu marido pela renúncia do seu pai.
Tudares foi preso na manhã de 6 de janeiro de 2025, enquanto levava os seus filhos à escola. Ele havia sido condenado a 30 anos de prisão. “Foi uma luta estóica e muito difícil durante mais de um ano, na qual finalmente conseguimos a libertação de Rafael, e aspiramos, o mais breve possível, à sua plena liberdade, à qual ele tem direito”, disse Mariana González de Tudares.
Por fim, Mariana González expressou a sua solidariedade a todas as famílias das vítimas de desaparecimentos forçados, detenções arbitrárias e prisões injustas, “que ainda aguardam a liberdade dos seus entes queridos. Toda a minha solidariedade e apoio. Sempre os levarei no meu coração e eles estarão em minhas orações.”
Líderes políticos e setores democráticos da Venezuela manifestaram satisfação com essa libertação, que não implica liberdade plena, e defenderam que o indulto seja estendido às 986 pessoas detidas por motivos políticos.