O partido no poder na Venezuela consolidou a sua maioria nas eleições regionais e parlamentares realizadas no fim de semana, marcadas por um forte boicote da oposição em protesto contra a reeleição contestada de Nicolás Maduro em 2024.
O Partido Socialista Unido da Venezuela conquistou 83% dos votos e venceu em 23 dos 24 estados, segundo dados do Conselho Nacional Eleitoral, órgão amplamente visto como aliado do governo.
A oposição, liderada por María Corina Machado, apelou ao boicote, classificando o sufrágio como uma tentativa de legitimar o regime.
Apesar das críticas e do clima de repressão — incluindo a detenção de cerca de 70 opositores nos dias anteriores à votação —, o governo declarou a eleição como uma vitória.
A participação foi de apenas 42,66%, refletindo o descontentamento popular.
Vários analistas apontam que esta foi a primeira votação nacional desde a controversa eleição presidencial, cujos resultados foram amplamente rejeitados por observadores internacionais.
As sondagens indicavam baixo interesse dos eleitores em participar, e os poucos candidatos opositores que disputaram registaram fraca adesão.
Desde 2024, mais de 2.000 pessoas foram detidas em contexto político, segundo organizações de direitos humanos.