O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, recebeu na passada segunda-feira, 6 de janeiro, o embaixador Edmundo González Urrutia, que foi reconhecido como presidente eleito da Venezuela, em resposta à intenção de Nicolás Maduro de se proclamar no cargo já na próxima sexta-feira, dia 10.
“Foi uma reunião longa e frutífera com o presidente Biden e as suas equipas de trabalho. Abordamos aspetos da relação bilateral, agradecemos o apoio à restauração da democracia na Venezuela e carregamos compromisso”, disse González Urrutia em entrevista coletiva. .
Quanto à possibilidade de realizar uma reunião com o presidente eleito Donald Trump, González Urrutia garantiu que já o fazem há vários meses. “Vamos manter a mesma política bipartidária para o melhor benefício de ambas as nações”.
Enquanto Caracas e as principais cidades da Venezuela estão sob “estrita vigilância militar e policial”, o Ministro da Defesa de Nicolás Maduro, Wladimir Padrino, garantiu que González Urrutia é um “fugitivo da justiça venezuelana” e exigiu que se abstivesse de contactar membros das Forças Armadas para uma possível mudança de governo.
Nos últimos dias, tanto González Urrutia como a líder da oposição María Corina Machado apelaram aos cidadãos, tanto na Venezuela como na diáspora espalhada pelo mundo, para realizarem um protesto na próxima quinta-feira, 9 de janeiro, contra a intenção de Maduro de se proclamar presidente para um novo período constitucional.