Quase 260 milhões de mulheres no Sul da Ásia sofrem de anemia, segundo a ONU, que alerta para um possível aumento de mais 18 milhões de casos até 2030. Este “flagelo invisível” afeta sobretudo adolescentes e mulheres em idade reprodutiva, prejudicando a sua saúde, produtividade e dignidade, e colocando em risco o desenvolvimento das suas comunidades.
Com consequências que vão desde o baixo peso à nascença até à dificuldade de aprendizagem e menor rendimento laboral, o impacto da anemia é profundo e duradouro. Só na região, os custos económicos ascendem a 32,5 mil milhões de dólares por ano. Apesar disso, muitas políticas públicas continuam a ignorar as mulheres nas áreas mais vulneráveis.
Alguns países estão a agir. O Nepal, por exemplo, conseguiu reduzir a taxa de anemia em 7% desde 2016, apostando em programas comunitários, alimentação suplementar e acesso a cuidados de saúde. A Índia, o Sri Lanka, o Paquistão e o Bangladesh também estão a integrar suplementos de ferro, refeições escolares e campanhas de sensibilização nos seus serviços de saúde e educação.