O Governo chinês impediu a concretização da venda da operação norte-americana do TikTok a investidores dos Estados Unidos, num momento em que aumentam as tensões comerciais entre os dois países.
A decisão de travar o acordo surgiu no dia 3 de abril, apenas um dia após a administração norte-americana anunciar novas tarifas sobre importações chinesas, incluindo uma taxa adicional de 34%.
A ByteDance, empresa detentora do TikTok, terá informado a Casa Branca de que o negócio não avançaria sem um entendimento mais alargado sobre a política comercial.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, reagiu ao impasse assinando uma ordem executiva que prolonga por mais 75 dias a permanência da aplicação nos Estados Unidos, afirmando querer evitar a sua suspensão e manifestando vontade de colaborar com a China para viabilizar o acordo.
Entretanto, surgiram rumores sobre o envolvimento de grandes empresas como a Amazon e o Walmart no possível negócio. Contudo, um porta-voz do Walmart veio desmentir publicamente qualquer intenção de participação.
A embaixada chinesa em Washington reafirmou que a China continuará a defender os interesses das suas empresas e a opor-se a práticas comerciais que considera injustas.
A ByteDance confirmou que ainda decorrem conversações com as autoridades norte-americanas, mas advertiu que qualquer eventual acordo dependerá também da aprovação por parte do Governo chinês.