A China criticou a declaração final dos líderes do G7, reunidos nestes últimos dias, tendo acusado os mesmos de “arrogância, preconceitos e mentiras” nos julgamentos que foram dirigidos a este gigante asiático.
“A declaração da cimeira do G7 manipulou mais uma vez as questões relacionadas com a China, caluniou e atacou a China, repetiu clichés sem base factual, sem base legal e sem justificação moral, e está cheia de arrogância, preconceito e mentiras”, declarou o porta-voz chinês do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Lin Jian, em conferência de imprensa.
O G7, constituído por representantes dos Estados Unidos da América, Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Canadá e Japão, teve um encontro na passada sexta-feira, 14 de junho, em Borgo Egnazia, perto de Bari, no sul de Itália.
Apesar de estes países terem dito que “aspiram a uma relação construtiva e estável com a China”, cuja “importância no comércio mundial” reconhecem, manifestaram “preocupação com as políticas e práticas que não são práticas de mercado”.
O G7 considera que as medidas de Pequim estão a levar a “consequências globais, distorções do mercado e sobrecapacidade prejudicial num número crescente de setores”.
NATO quer castigar a China
Ainda nesta segunda-feira, 17 de junho, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, desafiou os aliados da Aliança Atlântica a imporem um custo à China se continuar a apoiar a Rússia na guerra contra a Ucrânia.
Stoltenberg realçou também que a NATO vai continuar a aproximar a Ucrânia da adesão à Aliança Atlântica, para que a entrada aconteça sem qualquer tipo de demora.