O Ministério do Comércio da China criticou as recentes medidas dos Estados Unidos contra empresas chinesas de inteligência artificial, incluindo a retirada da DeepSeek dos sistemas de agências civis federais e sanções a cinco entidades acusadas de roubo de segredos comerciais. Pequim considera que as decisões prejudicam as empresas chinesas e a concorrência, exigindo que Washington as reveja.
A restrição à DeepSeek foi anunciada a 19 de outubro, com o argumento de que os seus modelos podem representar riscos para a segurança nacional, nomeadamente pela eventual transferência de dados sensíveis para a China. A medida aplica-se aos sistemas governamentais abrangidos, não constituindo uma proibição geral da ferramenta nos Estados Unidos.
As sanções atingem cinco entidades chinesas, incluindo a Shanghai Zhisuan Technology, ligada ao antigo engenheiro da Google Linwei Ding, e empresas associadas. Washington aponta suspeitas de apropriação indevida de segredos comerciais, acusações rejeitadas por Pequim.
A China defende que o progresso das suas empresas resulta de investimento em investigação e inovação e pede o recurso ao diálogo bilateral para resolver divergências. O ministério avisou que poderá tomar medidas para proteger os interesses nacionais, sem especificar eventuais contramedidas ou prazos.