A importância do inglês no ensino chinês está a ser questionada depois de o matemático e professor universitário Tang Jiafeng defender que a disciplina deixe de ter o mesmo peso que o mandarim e a matemática nos principais exames nacionais.
Na China, o inglês é obrigatório desde o terceiro ano do ensino básico e tem uma forte influência em provas de acesso ao ensino secundário e ao ensino superior. Tang considera que o investimento exigido aos alunos e às famílias é excessivo e que as ferramentas de inteligência artificial estão a facilitar cada vez mais a tradução e a comunicação.
A proposta divide opiniões. Os defensores da manutenção do inglês argumentam que o idioma continua essencial para acompanhar investigação científica internacional, sobretudo em áreas como inteligência artificial, biotecnologia e engenharia, além de facilitar o acesso a oportunidades académicas e profissionais.
O debate estende-se às universidades, onde os cursos exclusivamente dedicados a línguas estrangeiras têm perdido procura. Algumas instituições estão a apostar numa formação que combina idiomas com áreas como tecnologia, economia e direito, procurando adaptar o ensino às novas necessidades.