A economia da China cresceu 4,3% no segundo trimestre de 2026, o ritmo mais baixo desde 2022, refletindo a fraca procura interna e a prolongada crise no setor imobiliário. Apesar da desaceleração, as exportações continuaram a impulsionar a atividade económica, com destaque para os setores da inteligência artificial, semicondutores e veículos elétricos, enquanto a produção industrial superou as expectativas.
Embora as vendas a retalho tenham registado uma ligeira recuperação em junho, o consumo continua condicionado pela reduzida confiança das famílias e pela fraca procura por bens de elevado valor, como automóveis. Analistas alertam que o forte apoio estatal às indústrias tecnológicas está a tornar o crescimento mais desequilibrado, concentrando investimentos em setores de alta tecnologia enquanto áreas tradicionais e de maior geração de emprego continuam a perder dinamismo.
O Governo chinês pretende reforçar o consumo interno e manter a meta de crescimento entre 4,5% e 5% para 2026, embora o Fundo Monetário Internacional estime uma expansão de 4,6% este ano e de 4,1% em 2027. Especialistas defendem que o reforço da procura doméstica será determinante para reduzir a dependência das exportações e garantir um crescimento mais sustentável num contexto de persistentes tensões comerciais e desaceleração da economia global.