Pequim está a exigir garantias de segurança à NVIDIA relativamente ao seu mais recente chip de inteligência artificial, o H20, autorizado em julho pelos Estados Unidos para venda na China. A pressão surge através de um artigo de opinião publicado no People’s Daily, jornal oficial do Comité Central do Partido Comunista Chinês, que questiona a fiabilidade do hardware norte-americano.
No texto, intitulado “Como podemos confiar em vocês, NVIDIA?”, é feito um apelo à fabricante para que apresente provas claras de que os seus produtos são seguros e não contêm mecanismos ocultos que possam comprometer a cibersegurança do país.
O artigo alerta para os riscos de falhas tecnológicas e ciberataques, sublinhando que a segurança digital é tão essencial quanto a integridade territorial.
A publicação chinesa rejeita a utilização de “chips defeituosos” e cita incidentes anteriores na Rússia como exemplos de como problemas de rede e intrusões podem afetar serviços públicos essenciais, incluindo companhias aéreas e farmácias.
Em resposta, a NVIDIA garantiu, em declarações ao South China Morning Post, que os seus chips não possuem backdoors nem permitem acessos remotos não autorizados.
A tensão insere-se num contexto mais amplo de rivalidade tecnológica entre os EUA e a China, em que ambos os países trocam exigências e restrições sob o argumento da segurança nacional.