Investigadores da Universidade Tsinghua desenvolveram o modelo de inteligência artificial ASTERIS (Xingyan), concebido para melhorar as observações astronómicas do Telescópio Espacial James Webb.
O sistema recorre a filtragem adaptativa e a estratégias de mediana e média para reduzir ruídos e aumentar a relação sinal-ruído, mantendo a fidelidade dos dados. Graças a isto, o ASTERIS aumentou a profundidade de deteção do telescópio, elevou a eficiência na recolha de fotões e ampliou o diâmetro efetivo de observação de 6,4 para quase 10 metros.
A equipa identificou mais de 160 candidatos a objetos com elevado desvio para o vermelho formados entre 200 e 500 milhões de anos após o Big Bang, triplicando os registos anteriores, e produziu a imagem mais profunda de galáxias distantes, fornecendo dados para o estudo da “era do amanhecer cósmico”.
O modelo pode ser aplicado em diferentes telescópios e comprimentos de onda sem necessidade de rotulagem manual, evidenciando que a astronomia pode avançar não só através da expansão do hardware, mas também mediante processamento inteligente de dados.