O DeepSeek, start-up chinesa de inteligência artificial, tem ganhado popularidade em países como Bielorrússia, Rússia, Síria, Irão, Etiópia, Zimbabwe, Uganda e Níger, superando modelos ocidentais como ChatGPT e Gemini, segundo um relatório da Microsoft. Na China, a quota de mercado da plataforma chega a 89%.
O sucesso do DeepSeek deve-se a modelos de código aberto, baixo custo e acesso gratuito, especialmente em regiões com restrições a serviços norte-americanos ou sensíveis ao preço. A IA também vem pré-instalada em telemóveis chineses, como os da Huawei.
O relatório alerta que a adoção global do DeepSeek pode ter implicações geopolíticas, ampliando a influência chinesa em países onde plataformas ocidentais enfrentam barreiras. Por outro lado, na América do Norte e Europa, a adesão ao DeepSeek permanece baixa, com alguns países proibindo o uso em organismos públicos devido a preocupações de segurança de dados.
Apesar do crescimento do DeepSeek no Sul Global, a adoção global de IA avança mais rápido no Norte Global, com países como Emirados Árabes Unidos, Singapura, França e Espanha liderando em utilizadores. A taxa global de uso de ferramentas de IA generativa atingiu 16% da população mundial nos últimos três meses de 2025, comparado com 15% no trimestre anterior.
O estudo sublinha que, embora a Geração Z no Sul Global adote IA mais rapidamente do que outras gerações locais, a diferença com o Norte Global ainda se mantém significativa.