A China impediu dois responsáveis da startup de inteligência artificial Manus de saírem do país, após a aquisição da empresa pela Meta, enquanto as autoridades analisam o negócio.
Segundo o Financial Times, o CEO Xiao Hong e o cientista-chefe Ji Yichao foram informados de que não podem viajar até à conclusão da revisão regulatória. A compra, anunciada em dezembro, visa reforçar a aposta da Meta na área da inteligência artificial.
A Manus ganhou notoriedade ao apresentar um sistema descrito como um “agente de IA totalmente autónomo”, capaz de executar tarefas como comprar imóveis, programar videojogos ou analisar mercados financeiros. A empresa chegou a ser apelidada de a próxima “DeepSeek” da China.
Após o anúncio da aquisição, o Ministério do Comércio chinês indicou que iria avaliar se a operação cumpre a legislação nacional, num contexto de crescente controlo sobre tecnologias estratégicas. Apesar da investigação, a empresa afirma que o acordo permitirá crescer sem alterar o seu funcionamento.