China mantém juros e aposta em estímulos fiscais para travar desaceleração

O Banco Popular da China manteve as taxas de referência para empréstimos pelo 15.º mês consecutivo, com a LPR a um ano nos 3% e a mais de cinco anos nos 3,5%. A decisão surge perante sinais de abrandamento da economia e de menor procura interna.

A atividade industrial e o consumo perderam força em julho, enquanto o investimento e a procura por crédito continuam condicionados pela crise do imobiliário e pela cautela de famílias e empresas. Neste cenário, Pequim considera que novos cortes nas taxas poderão ter um impacto limitado.

As autoridades chinesas deverão privilegiar medidas fiscais, como o reforço da despesa pública, a aceleração de projetos de infraestrutura e apoios direcionados a setores estratégicos. O objetivo é estimular diretamente a atividade económica, sem aumentar excessivamente a pressão sobre as margens dos bancos.

A manutenção dos juros não significa, contudo, o fim dos estímulos. O banco central mantém uma política de apoio à economia e poderá adotar novas medidas se a desaceleração se agravar. Para já, Pequim parece apostar mais na política fiscal e em incentivos específicos do que num novo corte generalizado dos juros.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Subescreve a Newsletter

Artigos Relacionados

Brasil reforça infraestrutura de inteligência artificial e cooperação tecnológica com a China

O Brasil está a avançar com uma nova...

0

França: Macron recebe príncipe saudita em Paris para reforçar parceria estratégica

O Presidente francês, Emmanuel Macron, recebe este domingo...

0

Síria: Banco Mundial aprova doação de 100 milhões de dólares para modernizar setor financeiro

O Banco Mundial aprovou uma doação de 100...

0