Propostas recentes entregues à União Internacional de Telecomunicações revelam planos ambiciosos da China para lançar mais de 200.000 satélites, distribuídos por 14 constelações, num esforço coordenado para competir com a Starlink, da SpaceX.
As iniciativas mais expressivas são as constelações CTC-1 e CTC-2, com cerca de 96.700 satélites cada, lideradas por um novo organismo estatal de investigação e desenvolvimento. Atualmente, a China representa menos de 10% dos satélites em órbita, face a quase 76% da SpaceX, o que torna estes planos um salto significativo.
O projeto envolve entidades públicas e privadas e reflete uma estratégia nacional que transforma a Internet via satélite num esforço de infraestrutura do Estado. Apesar do otimismo oficial, especialistas admitem que a execução enfrentará desafios técnicos e logísticos consideráveis.
Em paralelo, a China já desenvolve redes como a Guowang e a Qianfan, esta última com previsão de colocar 15.000 satélites em órbita até 2030, reforçando a aposta do país no espaço e nas comunicações globais.