China quer Portugal mais ativo na aproximação entre Pequim e a União Europeia

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, afirmou em Nova Iorque esperar que Portugal tenha um papel mais ativo no reforço das relações entre Pequim e a União Europeia.

A posição foi transmitida durante um encontro com o chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel, realizado à margem de uma reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

Segundo a diplomacia chinesa, Wang Yi destacou a importância estratégica da União Europeia e afirmou que Pequim está disposta a aprofundar a cooperação com Portugal em áreas como energias renováveis, inovação tecnológica e inteligência artificial.

Paulo Rangel reiterou a adesão portuguesa à política de “uma só China” e defendeu o fortalecimento das relações económicas entre Bruxelas e Pequim, sublinhando também a importância do multilateralismo e do comércio livre.

Durante a visita, Wang Yi reuniu-se ainda com representantes políticos e empresariais norte-americanos, defendendo uma relação estável entre China e Estados Unidos. O ministro chinês apelou ao reforço do diálogo bilateral e insistiu que o princípio de “uma só China” continua a ser essencial para evitar tensões no estreito de Taiwan.

O encontro decorreu num contexto de crescente competição geopolítica entre Pequim, Washington e Bruxelas, numa altura em que a China procura reforçar influência diplomática junto de parceiros europeus.

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