A China está a reforçar as restrições à circulação internacional de profissionais especializados e à transferência de capitais, numa tentativa de proteger setores considerados estratégicos. As novas regras permitem limitar viagens de engenheiros, empresários e outros especialistas quando os seus conhecimentos em áreas como inteligência artificial, baterias ou terras raras forem considerados relevantes para a segurança tecnológica e industrial.
Pequim também intensificou a fiscalização sobre investimentos no estrangeiro e sobre mecanismos utilizados para transferir património para fora do país. Segundo estimativas citadas no artigo, cerca de um bilião de dólares em capital chinês terá saído da China no último ano.
As restrições já estarão a atingir o setor tecnológico. Investigadores, fundadores e dirigentes de empresas de inteligência artificial poderão necessitar de autorização antes de viajar para o estrangeiro. O artigo refere ainda que a China bloqueou a aquisição da startup Manus pela Meta e impediu os seus fundadores de abandonar o país.
Especialistas citados alertam que estas medidas poderão dificultar a internacionalização das empresas chinesas e afetar a confiança de investidores e profissionais. O controlo sobre a saída de talento qualificado é apontado como particularmente relevante, devido à dificuldade de substituir especialistas com conhecimentos técnicos avançados.