A China registou um crescimento significativo das entradas de visitantes estrangeiros no terceiro trimestre de 2026, impulsionado pela expansão das políticas de isenção de visto. Segundo a Administração Nacional de Imigração, foram contabilizadas 8,99 milhões de entradas sem visto entre julho e setembro, um aumento de 24,1% face ao mesmo período do ano anterior.
Durante estes três meses, o país registou 23,27 milhões de travessias de fronteira efetuadas por estrangeiros, mais 15,6% em termos homólogos. Em setembro, a China permitia a entrada sem visto a cidadãos de 50 países, para estadias até 30 dias e nas condições previstas. Existe ainda um regime de trânsito sem visto, até 240 horas, destinado a viajantes elegíveis de 57 países.
O crescimento das visitas tem sido acompanhado por uma maior procura de destinos fora dos principais centros urbanos. Para além de Pequim e Xangai, regiões como Gansu, Xinjiang e Qinghai estão a despertar interesse entre turistas internacionais. Experiências gastronómicas, tradições culturais e serviços locais também têm contribuído para diversificar a oferta turística chinesa.
As autoridades pretendem manter esta tendência através de melhorias nos transportes, nos sistemas de pagamento e nos serviços destinados a estrangeiros. Depois de registar mais de 150 milhões de visitas internacionais em 2025, a China estabeleceu como objetivo atingir 190 milhões de visitas anuais até 2030, procurando reforçar o contributo do turismo para a economia nacional.