China renuncia ao estatuto de país em desenvolvimento na OMC

A China anunciou que deixará de beneficiar do estatuto de país em desenvolvimento nas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC), decisão vista como um passo central para a reforma da instituição.

O primeiro-ministro Li Qiang revelou a medida em Nova Iorque, durante um fórum paralelo à Assembleia Geral da ONU. O Ministério do Comércio justificou a decisão como forma de reforçar o sistema multilateral numa fase marcada por tensões comerciais e políticas protecionistas.

Os Estados Unidos, que há muito contestavam o privilégio concedido a Pequim, defendiam que a segunda maior economia mundial já não deveria ter acesso a vantagens como prazos mais longos para liberalizar mercados ou isenções em contribuições internacionais.

A diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, saudou a medida como “um marco fundamental”, enquanto a Comissão Europeia apelou para que a renúncia se aplique também a acordos já em vigor.

Apesar da decisão, Pequim insiste que continua a integrar o grupo de países em desenvolvimento, sublinhando o seu rendimento médio e o papel de financiador de grandes projetos de infraestrutura em nações parceiras.

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