A Air China voltou a operar voos diretos para a Coreia do Norte nesta segunda-feira, pondo fim a uma interrupção de seis anos. Esta retoma ocorre após a reabertura das ligações ferroviárias entre Pequim e Pyongyang, representando um passo importante na reaproximação do país mais isolado do mundo.
Desde 2020, quando a Coreia do Norte fechou as suas fronteiras devido à pandemia de Covid-19, as ligações de transporte entre as duas capitais estavam suspensas. Embora a companhia aérea norte-coreana Air Koryo já tivesse retomado voos para Pequim em 2023 e permitido a visita de grupos turísticos russos em 2024, a retomada dos voos chineses é vista como essencial para a economia do país, que depende fortemente do apoio de Pequim.
Antes da pandemia, cerca de 300 mil turistas estrangeiros visitavam a Coreia do Norte anualmente, sendo que a esmagadora maioria era chinesa. Analistas destacam que a decisão de reabrir as fronteiras seguiu o calendário de Pyongyang, mostrando autonomia do governo norte-coreano.
Apesar da parceria estratégica, Pequim mantém reservas quanto aos testes de mísseis e ao programa nuclear do Norte, o que torna a relação irregular. Em setembro passado, Kim Jong Un participou num desfile militar em Pequim ao lado do presidente russo Vladimir Putin, sinalizando avanços na cooperação diplomática.
Especialistas sublinham que fatores como a guerra no Irão aumentam a necessidade de coordenação entre China e Coreia do Norte, tanto a nível político como económico.