China testa reabastecimento de satélites em órbita e preocupa EUA

A China poderá ter realizado o primeiro reabastecimento orbital entre satélites, a cerca de 36 mil quilómetros da Terra, numa operação considerada inédita. Os satélites SJ-21 e SJ-25 terão acoplado brevemente no espaço, num possível teste de transferência de combustível. Embora Pequim não tenha confirmado o feito, imagens captadas mostram os dois equipamentos a aproximarem-se e a separarem-se após um contacto luminoso.

O SJ-21 já era conhecido por ter removido um satélite inativo da órbita ativa, em 2022, levando-o até à chamada “órbita cemitério”. Agora, com a intervenção do SJ-25 — desenvolvido para prolongar a vida útil de satélites —, a China poderá ter dado um passo decisivo na nova corrida espacial.

As autoridades norte-americanas reagiram com preocupação, posicionando dois satélites espiões GSSAP para monitorizar a operação. O Pentágono teme que estes avanços possam ser usados para fins militares, nomeadamente através da manipulação ou sabotagem de satélites estrangeiros.

Para os Estados Unidos, esta tecnologia representa não só um desafio estratégico, mas também uma ameaça à segurança no espaço. Washington prepara um teste semelhante ainda este ano, mas o eventual sucesso chinês poderá colocar o país asiático na dianteira das chamadas operações espaciais dinâmicas.

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