As restrições impostas pelos Estados Unidos ao acesso da China a semicondutores avançados estão a ter um efeito inesperado: acelerar o crescimento da indústria chinesa.
Nos últimos anos, Pequim investiu fortemente para desenvolver produção própria, com empresas como a SMIC a registarem forte procura e expansão. Embora ainda atrás dos líderes globais em tecnologia de ponta, a China já domina cerca de 30% do mercado de chips mais antigos, essenciais para setores como automóveis e eletrónica.
Estes componentes, mais baratos e “suficientemente bons”, estão a ganhar espaço em mercados internacionais, especialmente em países em desenvolvimento, aumentando a pressão sobre concorrentes ocidentais.
Apesar de progressos também em chips mais avançados, especialistas consideram que a China ainda poderá demorar vários anos a alcançar o nível tecnológico de empresas como a Nvidia ou fabricantes líderes globais.